A estabilidade do “hello, world”

“hello, world!”

Esta frase, embora não diga muito para o mundo em geral diz muito para qualquer programador seja em que área for. É tão só uma pequena rotina que qualquer um faz quando está a dar os primeiros passos em qualquer linguagem de programação.
O que é mais engraçado é que os “clássicos” nunca mudam. Podia-se estar a usar hoje em dia frases como “Welcome to digital” (numa perspectiva mais trendy), “I love you” (sendo que o ser humano cada vez necessita de mais miminhos) ou mesmo “I Can” (tendo em conta que a rotina funcionou e ao mesmo tempo porque estamos numa era Obama… mas não, o “hello, world” mantêm-se de pedra e cal desde o tempo em que os cravos percorriam as ruas no nosso país gritando Liberdade, tudo graças a um memorandum da Bell Laboratories sobre linguagem C.
É bom saber que nestes tempos de mudanças ao um ritmo infernal, há coisas que se mantêm estáveis mesmo ao fim de 35 anos.

mais informações em http://en.wikipedia.org/wiki/Hello_world_program

In Blogging, Programação.

About O Chato do Aquario

Ainda nos estranhos anos da década de 70, enquanto ouvia Ziggy Stardust e Joy Division, dizia que queria ser astronauta, mas rapidamente se apercebeu que não tinha estatura, e que ir para os EUA, estava fora de questão por razões financeiras. A “culpa” da descoberta da computação deveu-se ao seu tio (um dos primeiros Analistas Programadores existentes no nosso país), o qual também contribuiu para a descoberta de dois tipos de “informáticos”: os que vivem nas caves escuras e frias, e que passam 20h/dia a olhar para linhas de código que geram outros milhares de linhas de código; e os que vibram com o interface com o utilizador, que fazem bonecos, mais ou menos articulados em 3 dimensões, e que eventualmente até conseguem interagir com eles. Foi claro nessa altura que escolheria a 2ª opção. Tinha então um problema: Como fazer para trabalhar numa área que praticamente não existia em Portugal (A Computação Gráfica e a Realidade Virtual). Começou então o seu percurso pedindo aos seus pais que lhe dessem um ZX Spectrum, que mais tarde se transformou num PC Amstrad, e no qual começou a experimentar formas de criar ambientes gráficos para interagir com o utilizador. Muitas experiências, mais ou menos psicadélicas, mais tarde acabou por licenciar-se em Informática na Faculdade Ciências da Universidade de Lisboa, e efectuar estágio (eu diria, construir o meu próprio estágio, em Realidade Virtual, na dita faculdade). Durante esse período viu algo a acontecer: A Internet estava a nascer. E não era apenas o protocolo TCP/IP que estava a evoluir para uma escala planetária, mas sim o interface com utilizador, e o potencial de funcionalidades, serviços e produtos que dai poderiam nascer. Dedicou-se então, à investigação mais aprofundada, deste novo meio e na 1ª oportunidade começou à procura de uma empresa que o pudesse “patrocinar” na sua vontade de fazer e aprender. Devido ao volume de trabalho que um empregado (web designer) da Telepac tinha (até então das poucas empresas que prestação serviços de desenvolvimento web) de seu nome Pedro Patrício (actual sócio da Wiz interactive) acabou por ser convidado a integrar os quadros desta empresa, na qual rapidamente, se apercebeu que o futuro e a oportunidade de fazer mais e melhor, não iria passar por aquela empresa. E por isso saiu ao fim de 2 anos, para montar o seu próprio negócio: Uma empresa que prestasse um serviço de comunicação digital num meio em que acreditava seria o futuro de todos os meios de comunicação, e assim, a 11 de Setembro de 1998, nasceu a Wiz Interactive. Passados 15 anos, o negócio floresce, a diversificação de clientes e formas de abordar a sua comunicação cresce com ele. Os 15 anos estão também ligados a 3 filhos, 2 mulheres (esperando que seja o número final), e a oportunidade de se ter cruzado com centenas de pessoas de vários meios, etnias, culturas e idades e muitos momentos de felicidade, algumas enxaquecas, mas acima de tudo o mesmo gozo por fazer aquilo que faz tal como no dia em que o seu tio e o seu pai o “ligaram” a este maravilhoso mundo novo.

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