Coisas cá de casa na TV – Projecto 2 Faces

2 FACES é uma exposição que inaugura a 14 de Julho, às 18h30, no Cinema São Jorge, e que estará aberta ao público até 31 de Julho.

2 FACES revela 10 histórias de pessoas que tiveram um passado problemático e “recuperaram a face”, exprimindo a representação de duas forças que residem no indivíduo: capacidade de transformação e a força para agir. Com o objectivo de retratar a capacidade de mudança inerente ao ser humano, 2 FACES explora a expressão “ter duas caras”, que remete para a ideia de desconfiança, mas que também pode ser interpretada como sinónimo de uma renovação onde aprendizagem passada contribui para criação de um futuro diferente.

A exposição 2 FACES ganha expressão sob três formas primordiais de retrato: a fotografia, a entrevista e o desenho.

As fotografias e entrevistas (presente) recolhidas são entregues a 10 ilustradores profissionais que, através do desenho (passado), completam a dicotomia de cada pessoa.

As ilustrações estão a cargo dos ilustradores portugueses Afonso Cruz, José Carlos Mendes, Nuno Saraiva, Pedro Carmo, Pedro Gonçalves, Pedro Zamith e Rui Morais, dos espanhóis Antónia Santolaya e Enrique Flores e do pintor Ricardo Paula.

As fotografias são da autoria de Luís Mileu, co-autor do projecto com Ricardo Henriques numa parceria com a revista CAIS.

2 FACES tem o apoio da EGEAC, do Movimento SIM e de várias entidades de solidariedade. Quanto à produção teve o apoio da Ocyan, da agência WIZ que fez o sítio e do atelier MAGA que criou toda a imagem gráfica.

A exposição é completada com o site interactivo que fornece mais pormenores sobre cada artista e sobre as vidas de Luís, Josinda Mário, Anabela, Amílcar, Ilda, José, António, Manuel e Maria.

In Blogging, Comunidade, Design, Flash, Fotografia, Ilustração, Sociedade, Webdesign, Works.

About O Chato do Aquario

Ainda nos estranhos anos da década de 70, enquanto ouvia Ziggy Stardust e Joy Division, dizia que queria ser astronauta, mas rapidamente se apercebeu que não tinha estatura, e que ir para os EUA, estava fora de questão por razões financeiras. A “culpa” da descoberta da computação deveu-se ao seu tio (um dos primeiros Analistas Programadores existentes no nosso país), o qual também contribuiu para a descoberta de dois tipos de “informáticos”: os que vivem nas caves escuras e frias, e que passam 20h/dia a olhar para linhas de código que geram outros milhares de linhas de código; e os que vibram com o interface com o utilizador, que fazem bonecos, mais ou menos articulados em 3 dimensões, e que eventualmente até conseguem interagir com eles. Foi claro nessa altura que escolheria a 2ª opção. Tinha então um problema: Como fazer para trabalhar numa área que praticamente não existia em Portugal (A Computação Gráfica e a Realidade Virtual). Começou então o seu percurso pedindo aos seus pais que lhe dessem um ZX Spectrum, que mais tarde se transformou num PC Amstrad, e no qual começou a experimentar formas de criar ambientes gráficos para interagir com o utilizador. Muitas experiências, mais ou menos psicadélicas, mais tarde acabou por licenciar-se em Informática na Faculdade Ciências da Universidade de Lisboa, e efectuar estágio (eu diria, construir o meu próprio estágio, em Realidade Virtual, na dita faculdade). Durante esse período viu algo a acontecer: A Internet estava a nascer. E não era apenas o protocolo TCP/IP que estava a evoluir para uma escala planetária, mas sim o interface com utilizador, e o potencial de funcionalidades, serviços e produtos que dai poderiam nascer. Dedicou-se então, à investigação mais aprofundada, deste novo meio e na 1ª oportunidade começou à procura de uma empresa que o pudesse “patrocinar” na sua vontade de fazer e aprender. Devido ao volume de trabalho que um empregado (web designer) da Telepac tinha (até então das poucas empresas que prestação serviços de desenvolvimento web) de seu nome Pedro Patrício (actual sócio da Wiz interactive) acabou por ser convidado a integrar os quadros desta empresa, na qual rapidamente, se apercebeu que o futuro e a oportunidade de fazer mais e melhor, não iria passar por aquela empresa. E por isso saiu ao fim de 2 anos, para montar o seu próprio negócio: Uma empresa que prestasse um serviço de comunicação digital num meio em que acreditava seria o futuro de todos os meios de comunicação, e assim, a 11 de Setembro de 1998, nasceu a Wiz Interactive. Passados 15 anos, o negócio floresce, a diversificação de clientes e formas de abordar a sua comunicação cresce com ele. Os 15 anos estão também ligados a 3 filhos, 2 mulheres (esperando que seja o número final), e a oportunidade de se ter cruzado com centenas de pessoas de vários meios, etnias, culturas e idades e muitos momentos de felicidade, algumas enxaquecas, mas acima de tudo o mesmo gozo por fazer aquilo que faz tal como no dia em que o seu tio e o seu pai o “ligaram” a este maravilhoso mundo novo.

1 Comentários a Coisas cá de casa na TV – Projecto 2 Faces

  1. By Ricardo Nuno Silva | Sobre Literacia Digital on October 27, 2011

    Parabéns à equipa da Wiz pelo excelente trabalho no sítio, e ao atelier MAGA pelo design (gostei em particular do “lettering” retro nos títulos – fazem-me recordar as obras de Cassiano Branco :-)

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