A famosa e barriguda garrafa de Mateus Rosé sofreu este ano uma mudança significativa. O Cantil (que é nome oficial desta garrafa porque o seu formato foi realmente inspirado num cantil de guerra) deixou de ser verde e passou a ser transparente.

Onde está o cantil?

Enquanto agência oficial das comunicações online de Mateus Rosé, a Wiz foi encarregue de anunciar este facto – e de expor os consumidores actuais e potenciais a esta nova (ausência de) cor.

Ao pensar sobre o assunto constatámos que quanto mais vazia uma garrafa transparente vai ficando, mais difícil é de encontrar. Deste insight nasceu a ideia para um jogo:

Um jogo adequadamente denominado.

Ao melhor estilo de um “Onde está o Wally?” a ideia é, ao longo de 30 níveis, ir encontrando o cantil de Mateus Rosé. Quer seja na mão de um qualquer transeunte…

Spoiler: alguém de cor-de-rosa...

Ou algures no deserto.

Spoiler: não está dentro da bossa...

O objectivo: ultrapassar cada um dos 30 níveis, cada vez mais difíceis,  dentro dos limites de tempo e de vidas.

A recompensa: prémios tão aliciantes como um ano inteiro de Mateus Rosé. Pelo caminho ainda há Easter Eggs, objectos que contam pormenores fascinantes da história de Mateus Rosé e que ao serem encontrados, também oferecem prémios.

Quem tem unhas bebe Mateus...

Até 21 de Novembro o jogo está a valer prémios. Joguem no computador, smartphone ou tablet e sigam também o nosso trabalho para Mateus Rosé no Facebook.

 

Há um exercício interessante para quebrar o gelo no início de uma sessão de brainstorming. Chama-se “Qualquer-coisa-a-pilhas” e consiste em pegar num objecto comum do dia-a-dia para imaginar como poderia ser melhor se funcionasse a pilhas.

Recentemente, num brainstorm para um dos nossos clientes do mundo dos vinhos, resolvemos praticar uma variação deste exercício para aquecer o miolo. Hoje partilhamos o resultado de 4 Wizards a pensar durante 15 minutos n’ O Copo de Vinho do Futuro:

™ Patent Pending - todos os direitos praticamente reservados...

Valida a tua idade
O copo reconhece impressões digitais e, se não tens idade para beber, activa um qualquer bloqueio de segurança (fecha-se?) ou dispara um alarme extremamente incomodativo. Não, não há forma de hackar esta funcionalidade…

Diz coisas sobre o vinho
O copo analisa o vinho e dá-te informações como por exemplo: qual é o tipo, a região, as castas, a idade, a colheita, o teor alcoólico, se já se tornou mais vinagre do que vinho e por aí fora…

Areja o vinho
Quando se trata de um vinho que beneficia de uma boa oxigenação, o copo faz circular o ar no seu interior com mais intensidade. Este mecanismo é silencioso, claro.

Filtra sedimentos
Quando o vinho tem depósito o copo também trata disso.

Aquece & arrefece
O copo varia a sua própria temperatura para manter o vinho à temperatura ideal para beber.

Funciona como Alcoolímetro
O copo indica qual é o teu nível actual de álcool no sangue – ou vice-versa.

Conta as calorias
… do vinho que já bebeste. Catita, não é?

Evita trocas
Avisa quando alguém pega no teu copo por engano.

Evita o embaciamento dos óculos
Este copo permite beber sem embaciar os óculos. Consta que o embaciamento é um problema comum entre os consumidores de vinho que usam óculos.

Tem disponível um modo Wine Expert(alhão)
Ao activar este modo o copo fica opaco e não transmite mais informações sobre o vinho – permitindo realizar provas cegas e jogos tipo quizzes.

Lava-se sozinho
Dá um jeitão para evitar resíduos quando se provam várias vinhos com o mesmo copo. É também uma funcionalidade obrigatória para qualquer peça de louça do futuro.

Mais ideias? Mandem para nós.

Se há coisa pela qual somos loucos aqui na Wiz é por música. Por isso desde há 3 anos abraçamos com especial entusiasmo o projecto da plataforma online do Concurso EDP LIVE BANDS. A iniciativa divulga e promove bandas amadoras – e premeia a grande banda vencedora com uma actuação no Festival NOS ALIVE, no Festival Bilbao BBK Live – e ainda a edição de um disco pela Sony Music.

Live!

A Homepage: este ano a iniciativa acontece também no Brasil

Depois de dois anos em Portugal, em 2016 o EDP Live Bands arrancou com a primeira 1ª edição no Brasil em simultâneo com a 3ª edição portuguesa – e a cada ano que passa os números são cada vez mais surpreendentes:

  • de 300 para mais de 1.100 bandas inscritas
  • de 20.000 para mais de 80.000 votos de pessoas únicas
  • de 100.000 para mais de 550.000 visitas ao site (durante o período de um mês)

O que conta é mesmo a música e por isso as regras são bastante simples:

  1. As bandas inscrevem-se com as suas informações e vídeos;
  2. O público e um Júri especializado votam nas bandas para eleger finalistas;
  3. As bandas finalistas actuam num concerto onde é eleita a grande vencedora;
  4. A grande banda vencedora actua nos tais festivais e edita um disco e ganha fama e fortuna e vive feliz para sempre a fazer aquilo que mais gosta na vida (poderá haver algum exagero neste tópico);

Mesmo com regras simples o nosso desafio é exigente e, ao longo das três edições dos últimos três anos, temos trabalhado continuamente em diversas frentes para proporcionar uma experiência cada vez melhor às bandas, ao júri e ao público votante. Mais concretamente, temos trabalhado:

  • No desenvolvimento do Backstage (a área privada das bandas) – que lhes permite por exemplo gerar os seus próprios cartazes (.pdf) e imagens para posts e perfis de social media, no fundo “materiais promocionais” para angariação de votos;
  • No aperfeiçoamento de um Backoffice fluído e funcional – para a organização do evento aprovar ou rejeitar bandas e controlar os votos;
  • Na garantia da qualidade e idoneidade do concurso – reforçando a rapidez de resposta do site, a capacidade de suportar picos de tráfego e a robustez do backend para “aguentar” todas as (muitas) tentativas de hacking;
  • Na visibilidade da iniciativa – com trabalho de desenvolvimento de conteúdos, Search Engine Optimization e funcionalidades de partilha nas redes sociais;
Live!

As bandas finalistas em concerto

A expansão do Concurso EDP Live Bands para o Brasil subiu muito a parada (em bom brasileiro) e o desafio tem sido tão árduo quanto recompensador. É bom ver (e sobretudo ouvir) a qualidade das bandas participantes e pensar que, algures ali atrás nos bastidores, há uma pequena mãozinha da Wiz que também tem ajudado a dar um empurrão aos artistas que mais merecem.

Visitem o site EDP Live Bands.

Mesmo a sério!

O que procuramos em ti?

  • Excepcional capacidade de escrita;
  • Boa capacidade criativa;
  • Bom senso (fundamental);
  • Conhecimentos de Publicidade, Comunicação e/ou Marketing;
  • Conhecimento das entranhas dos Social Media (ex.: Facebook Insights);
  • Resiliência psíquica e resistência à frustração;
  • Ambição interminável de aprender (e ensinar) mais e fazer melhor;
  • Conhecimentos mínimos de Mac OS (preferencial);
  • Disponibilidade imediata.

O que vens fazer para a Wiz?

  • Vais ser a voz dos nossos clientes nos Social Media: ou seja vais imaginar e concretizar o que deve ser dito, como deve ser dito e a quem deve ser dito;
  • Vais demonstrar como o trabalho de Social Media é eficaz e relevante: juntando números e elaborando Relatórios sobre as contas que trabalhas;
  • Vais trabalhar às vezes sozinho e outras vezes em equipa na produção de conteúdos, campanhas, websites, newsletters, banners, filmes, apresentações e o que mais nos aparecer à frente.

O que temos para te oferecer?

  • Contrato de trabalho (daqueles mesmo a sério);
  • 630€ “limpos” por mês;
  • Possibilidade e perspectivas de subir na carreira;
  • Uma equipa tão interessada como tu próprio em que faças o melhor trabalho de sempre – e pronta para te apoiar nisso;
  • Um local de trabalho alegadamente inspirador como é o Bairro Alto.

Tens interesse nisto?
O processo de recrutamento vai funcionar em 2 fases:

  1. Explica-nos porque és a pessoa certa. Cria a tua melhor candidatura como se fosse um post para o Facebook. Respeita o formato, arrasa no texto e aproveita com inteligência a possibilidade (opcional) de incluíres um link ou imagem ou vídeo. A ideia é que conta, a estética é irrelevante. Envia para jobs@wiz.pt com o teu CV até 13/07/2015 inclusive.
  2. Se a tua candidatura for considerada elegível receberás um convite para vir até à Wiz conversar connosco. Depois logo se vê.
  3. Se a tua candidatura não for considerada elegível receberás um grande agradecimento pelo interesse e empenho e… amigos como dantes.

Apresentamos-vos os futuros construtores do espaço digital turco – quiçá até internacional.

Blog2
[ Escola Vocacional e Técnica Anatoliana 10 de Dezembro de Kastamonu ]

São os alunos (e professores e tradutores) de dois cursos técnicos de Programação e Webdesign de duas escolas Turcas – e tivemos o privilégio de os receber aqui na Wiz.


[ Escola Vocacional e Técnica Sehitkamil H. Mustafa de Gaziantep ]

Foi com muito orgulho que lhes torrámos a paciência com uma visita guiada à agência…


[ Aparentemente, a atracção mais popular na Wiz é a nossa Siân a trabalhar em tempo real ]

… e lhes apresentámos os nossos projectos e a nossa forma de trabalhar.


[ Lost in Translation? ]

Desejamos-lhes as maiores felicidades e esperamos ter contribuído para um futuro brilhante com muito sucesso profissional. Fica a esperança de um dia retribuirmos a visita. Güle Güle!

Procuramos PHP Developer (m/f) para integrar a equipa em full-time

Descrição:
Procuramos um Developer em PHP para integrar equipa dinâmica na criação de aplicações para os nossos clientes. Procuramos alguém com alguma experiência e autonomia na arquitectura e desenvolvimento de aplicações de gestão de conteúdos, plataformas de e-commerce, assim como aplicações integradas com variadas redes sociais.

Requisitos obrigatórios:
• Bons conhecimentos e experiência em arquitectura PHP Object Oriented e MySQL
• Conhecimento de frameworks de desenvolvimento (Laravel preferencialmente, CodeIgniter)
• Experiência em desenvolvimento e/ou integração com webservices REST e SOAP
• Utilização de sistemas de controlo de versões (Git, Mercurial,…)

Valorizamos:
• Conhecimentos de Front-End Dev (CSS3, JS, HTML5, etc.)
• Conhecimentos de Linux type OS e Apache
• Conhecimentos em plataformas de gestão de conteúdos (Concrete5, Symphony, WordPress,…)
• Conhecimentos em desenvolvimento de mobile apps (Android, iPhone…)
• Experiência em desenvolvimento com facebook SDK (tabs, apps…)

Respostas com CV completo para Jobs@wiz.pt

by angelo
26.08.14
Olá Marisa
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Apresentamos uma das mais recentes aquisições da família Wiziana. Esta menina aqui em baixo:

A Marisa Batista foi a Eleita entre as mais de 60 pessoas que alinharam na maluquice do nosso processo de recrutamento para o lugar de CopyWriter Criativo(a) – o qual foi um pouco fora e mais prático que o habitual.

Agora que a poeira assentou e que já se habituou ao ambiente e ao ritmo da casa, convidámos a Marisa a partilhar ideias, experiências e conselhos com a malta. Felizmente, ela aceitou:

 

Wiz: Como e porquê escolheste esta profissão?
Marisa: A escrita é o meu fado. Para teres noção, aos 3 anos ainda não sabia escrever e já andava de bloco e caneta para todo o lado. Quanto a esta coisa de escrever para páginas de marcas nas redes sociais, acho que foi a profissão que me escolheu.

W: Há quanto tempo trabalhas nesta área?
M: Ora, deixa-me fazer contas… crio estratégias e conteúdos para redes sociais há quatro anos e meio. Eiishh, já passou assim tanto tempo?!

W: Já tiveste outros trabalhos que não tinham nada a ver com isto?
M: Sim, já trabalhei ao balcão de uma padaria e numa loja de electrodomésticos. Aparentemente não tem nada a ver com isto, mas deu-me algumas bases de como lidar com públicos muito diferentes.

W: Porque raio é que aprendeste Norueguês?
M: Eu queria aprender Dinamarquês, mas por falta de alunos… o curso acabou por não avançar. Como queria mesmo aprender um idioma escandinavo, pedi transferência para o curso de Norueguês que começava dentro de uns dias. Resumindo: as duas línguas são muito semelhantes e este curso já me deu jeito nas minhas passagens pela Dinamarca e Suécia.

W: O que é que fizeste antes de vir para aqui?
M: Já fui jornalista e crítica de cinema. Antes de chegar à Wiz, estava há quase 3 anos nos bastidores de 4 canais de televisão (não posso dizer quais) – a tratar de toda a sua estratégia digital.

W: Como encaraste os desafios do recrutamento?
M: Nunca tinha passado por um recrutamento assim. O único desafio que me causou alguma estranheza foi o da sex shop. Encarei os desafios como uma oportunidade para divertir-me e sair da rotina das contas que trabalhava na altura.

W: Vens de um contexto de trabalho um bocadinho diferente. O que estranhaste nos primeiros dias na Wiz?
M: Vim de um ambiente corporate, cheio de regras e com uma filosofia bastante diferente. O que mais estranhei ao chegar aqui? As pessoas falam entre si, conhecem-se e trocam ideias sobre projectos. Os Wizards são uma família digna de sitcom. Ahh, outra coisa, as janelas abrem. Sim, sei que pode parecer estranho… mas isto não acontecia no edifício onde trabalhava.

W: Achas que os Designers e Programadores têm pancadas diferentes ou parecidas com a tua?
M: Aqui dentro cada um tem a sua pancada, mas acabamos por nos completar e juntos fazer cenas muito fixes.

W: O que fazes fora do trabalho que te ajuda no trabalho?
M: Há um ano que passei a fazer exercício quase todos os dias (sim, Wizards… é por isso que saio daqui sempre apressada e de saco às costas). Pode parecer-te disparatado, mas dá-me mais energia. Para além disso, ajuda-me a aliviar o stress e a concentrar-me nos projectos que trabalho.

W: O que fazes fora do trabalho que não te ajuda no trabalho?
M: Mmmm… adoro fazer construções em LEGO. Gosto especialmente daqueles Lego Creator Expert com muitas peças e cheios de detalhes. Para além de não me ajudar no trabalho, também não é bom para a minha conta bancária.

W: Qual é o conselho que dás a um futuro novo Wizard?
M: Prepara-te para sair da tua zona de conforto e voar. Aqui não há lugar para medos.

W: Como explicas a Wiz a um extraterrestre? Andam uns quantos aqui pelo Bairro…
M: Produzimos conteúdos Web 3.0 para diferentes marcas. Sim, eu sei que para vocês é old fashion… mas estamos sempre atentos às novas tendências. Já agora, o que está a dar lá para as vossas bandas?!

W: O que é que te arrelia na Wiz?
M: Por vezes há algum ruído no open space e tenho dificuldade em me concentrar, mas já resolvi o problema. Quando preciso mesmo, mesmo, do máximo de concentração… mudo-me para a salinha dos puffs.

W: O que dizes de trabalhar num sítio como o Bairro Alto?
M: A calçada é escorregadia e está aos altos e baixos. Por isso, tenho de ter muito cuidado para não escorregar. Sei que não parece, mas sou um pouco clumsy.

W: Se pudesses ter um super-poder qualquer, qual era e porquê?
M: Tendo em conta que ando sempre a correr de um lado para o outro, dava-me jeito ter um super-poder como o do Flash. Assim, ia ficar com mais tempo para fazer coisas fixes.

W: Conta-nos um “fun fact” aleatório que a malta gostasse de saber sobre ti.
M: Deixa cá ver… consigo escrever, de forma perceptível, sem estar a olhar para o papel. Foi uma das habilidades que desenvolvi enquanto jornalista.

W: Para terminar, és um bocado viciada em livros… o que andas a ler agora e o que recomendas à malta?
M: Terminei ontem de manhã o “The Killing 1”, baseado na série de televisão e cuja acção se passa em Copenhaga (uma das minhas cidades preferidas). O que estou a ler agora? “O Homem Duplicado” (José Saramago) e “Writing Habit Mastery – How to Write 2.000 Words a Day and Forever Cure Writer’s Block” (S.J. Scott). O que posso recomendar? A saga da Camilla Läckberg que devorei nos primeiros meses do ano. É uma espécie de Stieg Larsson.

Nestas últimas semanas andámos aqui a recrutar um copy. Felizmente já o encontrámos e estamos agora a fechar os pormenores da contratação.

Como podem compreender, é-me humanamente impossível dar feedback personalizado a toda a gente. É uma coisa que me chateia, por isso escrevi este texto longo e chato. Foi a forma que encontrei para tentar retribuir um pouco a todos os candidatos que levaram um não.

Então recebemos mais de 60 candidaturas neste processo de recrutamento. Um número que nos impressionou bastante, especialmente tendo em conta a forma como conduzimos o processo – com um conjunto de exercícios que “dão mais trabalho” do que simplesmente enviar um CV e um Portfolio.

Começando pelo princípio, lançámos 3 exercícios. Para quem não os apanhou, estão aqui. O processo de candidatura consistiu em resolver um, dois ou os três desafios. É importante referir que não haviam respostas certas nem erradas – e que os desafios que cada candidato escolheu para resolver foram desde logo uma grande ajuda para compreender a motivação e o empenho de cada um.

Posto isto, acredito que compreender os exercícios poderá ajudar-vos em situações semelhantes no futuro e por isso passo a explicá-los um pouco melhor.

O primeiro exercício consistiu em resumir um texto para praticamente metade do seu tamanho original. O objectivo: avaliar a capacidade de sumarizar e sintetizar, a capacidade de reter as ideias essenciais e o equilíbrio entre usar palavras e expressões novas – ou manter as originais.

O segundo exercício consistiu em resolver um briefing mais ou menos semelhante aos que encontramos no dia-a-dia. O exercício foi concebido para avaliar várias coisas diferentes: a) a capacidade de interpretar correctamente um briefing e de perceber exactamente o problema em mãos; b) a criatividade para encaixar ideias antagónicas (pais, filhos e sexo) tanto no conceito como na mecânica de funcionamento; c) a capacidade de criar um nome; d) a capacidade de explicar claramente uma ideia por escrito; e) o conhecimento do formato Facebook Ad (e/ou a vontade de investigar as limitações deste formato); f) por último, mas não menos importante, as recomendações genéricas para este hipotético cliente – revelaram um pouco da costela estratégica de cada candidato.

O terceiro exercício consistiu em criar três posts ou conteúdos “social media”, sob um mesmo tema, para três das marcas que trabalhamos actualmente. São marcas muito diferentes no seu tom e o objectivo foi avaliar tanto a versatilidade criativa como a capacidade de adequação ao tom que as marcas já praticam.

Lançado o desafio, a grande maioria das candidaturas vieram de pessoas com alguma experiência na área. Realmente impressionante foi o facto de um quarto dos candidatos que se empenharam em resolver os exercícios trabalharem e/ou terem experiência não nesta área, mas noutras completamente diferentes: Museologia, Banca, Finanças, Gestão e Administração, Recursos Humanos, Fisioterapia e Massagem, Jornalismo, Rádio, Guionismo, Realização, Encenação, Interpretação Artística, Música e até Comédia.

No meio disto tudo, para todos os candidatos que ouviram um não – mas especialmente para vocês, pessoas que (ainda) desconhecem a vida numa agência – gostaria de deixar uma mensagem de incentivo.

Sejam duros e nunca desistam.
Pelo que se vê nos case studies e blogs das agências, é fácil imaginar que esta é uma profissão encantadora: que temos a informação e o tempo que são precisos para pensar nos problemas, para ter algumas ideias assim-assim e para chegar a uma grande revelação “shã-nããã” que toda a gente (incluindo o cliente) compreende, concorda, aceita e compra.

Era bom que assim fosse e sim, até há algum glamour no meio disto tudo. No fundo usamos mais t-shirts, ténis e óculos de massa do que a maioria, trabalhamos num ambiente menos formal e com pessoas mais coloridas – e às vezes até aliviamos algum do nosso stress de formas menos convencionais.

Mas a realidade é que a vida nesta área é difícil e fazer isto todos os dias é mais duro do que parece.

Diária e consistentemente temos de criar e apresentar muitas, muitas ideias. Até aqui tudo bem. Só que a maior parte dos “nossos bebés” acaba literalmente no lixo sem dó nem piedade – e uma boa parte das ideias que sobrevivem acabam mutiladas ou deformadas no processo. Um criativo de profissão tem de dominar, antes de tudo o resto, a rejeição e a frustração. Tem de canalizar essa energia para fazer melhor da próxima vez – e viver com (alguma) sanidade mental até ao próximo dia. Tem de ser duro e nunca desistir.

Isto porque para muitos, muitos dias de suor e lágrimas há, de quando em vez, um dia bom. O dia em que o teu melhor trabalho sai para a rua (mais ou menos) ileso. O dia em que “a internet” reage como previste ou ainda melhor, com mais emoção. O dia em que o teu director, o teu cliente, o teu público, a tua concorrência e até a tua avó te dão os parabéns, porque fizeste qualquer coisa que tocou as pessoas, que as fez pensar, que ajudou a resolver um problema ou a vender um produto que vale a pena. Nesse dia, este é o melhor trabalho do mundo.

A imaginação treina-se, a criatividade aprende-se e a escrita pratica-se.
A dureza não. A dureza tem que nascer com vocês.
Por isso sejam duros e nunca desistam.
Os dias bons não tardarão em chegar.

Obrigado a todos por alinharem nesta maluquice.