Convocámos o Filipe para nos dar o seu “Hello, World!”. Se podemos garantir que as respostas não foram dadas por um software programado para isto? Não. Capaz disso é ele.

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Wiz: Olá Filipe, de uma escala de “está tudo bem, raramente há stress” a “tiro 2 minutos por dia para chorar no WC” como classificas a vida no planeta dos developers?
Filipe: Tiro vários minutos por dia para chorar no WC: quando afinal é para fazer da outra maneira, legacy, bugs, quando sai uma framework nova de javascript…etc…a vida dos developers está cheia de oportunidades para chorar. Mas é uma coisa positiva, é da forma que mantemos os olhos húmidos depois de tantas horas ao computador.

W: Olha, tenho uma tia-avó com 93 anos que – por alguma razão – gostaria imenso de perceber o que raio é ser developer. Consegues explicar-lhe? (eu depois meto isto com letras grandes).
F: Vou tentar com uma analogia à construção civil: Ser developer é como ser um engenheiro civil, trolha, mágico e padre: É preciso pegar no plano e engenhar como é que a casa se vai fazer. Depois de tudo preparado, é por as mãos na massa e martelar o teclado até surgir a casa. Quando está quase pronta, chega-se à conclusão que era melhor dois quartos e que uma casa sem cozinha não funciona e é preciso fazer a magia de alterar a casa toda sem mexer nas vigas mestras. No final, o projecto não era uma casa, mas um parque de estacionamento e é preciso recorrer ao milagre de fazer a coisa funcionar. Se a analogia não funcionar e se a tua tia-avó até for toda para a “frentex” diz-lhe que faço “facebooks” à vontade do freguês.

W: O Filipe-garoto estaria contente se visse o que o Filipe-adulto anda a fazer agora, ou o Filipe-garoto tinha outra profissão de sonho?
F: Depende do quão garoto… O Filipe-garoto queria ser actor, médico ou piloto de aviões. Esse deve estar um pouco desiludido. O Filipe-não-tão-garoto ficaria satisfeito porque sempre se sentiu fascinado pelas novas tecnologias e, por isso, trabalhar no meio é uma enorme satisfação.

W: Vi “Mr Robot” de enfiada e confesso que ando um bocado paranóico. Preciso que me garantas que não és hacker-ultra secreto: o que fazes depois das 19h?
F: Depois das 19h normalmente é a altura ideal para me deitar no sofá e descansar. Depois disso, faço o que toda a gente faz: Ver filmes ou séries, jogar videojogos e às vezes cometo a loucura de programar mais um bocadinho. Mas não deixes de ficar paranóico pois a melhor altura para te “hackear” seria enquanto estivermos os dois na Wiz, ligados à mesma rede…muahahah

W: Imagina que conseguias resolver bugs da vida real, qual escolherias? (eu tenho um que envolve comida quente e óculos embaciados.)
F: Não sei se isto se qualifica como bug da vida real, mas as lides domésticas deviam acontecer automaticamente. Imagina o que era abrir o roupeiro e estar lá a roupa toda lavada e passada ou nunca teres loiça para lavar. Maravilha!

W: Tens de escolher passar o resto da tua vida sem uma destas 3 coisas: cinema, música e videojogos. Qual é que não te faz assim tanta falta?
F: Agora é que me tramaste. Por causa desta malvadeza estou a ponderar se devo ou não hackear-te. Já que tenho mesmo de escolher, terá de ser videojogos. Por nenhuma razão em particular…fiz aqui um programa para tirar a resposta ao calhas.

W: Tempo para uma conversa entre os únicos dois portistas cá do sítio: é tramado aturar uma Wiz cheia de lampiões e lagartos não é?
F: É sempre tramado aturar lampiões e lagartos, especialmente quando o Porto faz uma época destas. Mas verdade seja dita, não são os mais insuportáveis.

W: Assim que entraste na Wiz, qual foi a coisa que viste/ouviste pela primeira vez que te fez pensar “raios partam, onde é que eu me vim meter…” ?
F: Vou evitar esta pergunta respondendo da seguinte forma: uma ou duas semanas após começar na Wiz, decidiram deitar o prédio ao lado (o qual partilhamos uma parede) abaixo. Provavelmente devo ter dito isso quando a barulheira das obras começou.

W: Qual foi a coisa mais marada que apanhaste na internet na última semana? (uma que possas contar).
F: Como cães a andar de bicicleta ou porcos a fazer surf já não surpreendem ninguém, foi o Porto ficar em terceiro lugar. =/

W: Por falar em coisas estranhas: aqui entre nós que ninguém nos lê, já topaste algum hábito estranho de alguém por aqui?
F: Um dos hábitos que acho mais engraçados na Wiz são as pausas para comer amendoins. Além disso, e não sendo um hábito estranho mas também na categoria do engraçado, e sem revelar nomes, existe uma pessoa que quando está na “zone” e a curtir o som gosta de tocar air drums (e não…não sou eu…quer dizer…eu também, mas não me estou a referir a mim).

W: Muito obrigado Filipe! Dá-me um toque se conseguires descobrir como me safar daquele bug chato…
F: Já experimentaste desligar e voltar a ligar?

Apresentamos mais um Wizard: João Tiago – ou JT – é nosso Luke Skywalker dos Project Managers que luta para tentar manter a ordem no meio do caos.

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Wiz: Olá JT! Para não te obrigar a descrever o que fazes na Wiz, vou-te só pedir que comentes este gif:

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João Tiago: Isto está completamente subvertido! O gestor do projecto é claramente o do meio. Em algumas situações, talvez o “bad ass power ranger”. Nunca o brincalhão relaxado. Isso é para os copys. :D

W: Aqui entre nós que ninguém nos ouve, e sendo tu um gestor de projecto, os Wizards são seres muito dificeis de manter na linha?
JT: Há sempre “jeitos” e maneiras diferentes de lidar com os teus colegas. Não maltratar ninguém até que seja absolutamente necessário é uma importante permissa, mas no geral, os Wizards são todos tranquilos e pacíficos. Excepto quando começa a faltar o café…

W: Sempre andaste nestas lides, ou já te meteste em trabalhos que nada têm a ver com isto de ser Project Manager?
JT: Durante muito anos e até aos dias de hoje estou envolvido em outros tipos de projectos. Sim, já fiz coisas diferentes. Já fui barman, passei um verão como oleiro, talhante (o meu pai ainda espera por mim em alguma altura desta vida), andei na apanha da fruta durante muitos Agostos da minha adolescência, ajudava o meu avô no campo, trabalhei numa biblioteca, andei (e ando) em tour com bandas… Enfim. Já experimentei umas quantas coisas.
No entanto, pode-se dizer que sempre fiz gestão de projectos. Digital ou não, sempre coordenei a implementação e desenvolvimento de ideias, trabalhos e acções. Desde pequeno que gosto desta coisa da responsabilidade e do desafio de tornar ideias em realidade.

W: Por aqui, todos sabemos que és “um gajo da música”. De que forma consegues conciliar esta faceta com a Wiz?
JT: Após o horário da WIZ, dedico-me aos outros projectos em que estou envolvido. Basicamente, o tempo que teria para estar no sofá a coçar a micose, ocupo-o com ensaios, gravações, reuniões, encontros com pessoas e pesquisa de ideias nesta área. Vou a concertos pelo menos uma a duas vezes por semana e confesso que os períodos de “dolce fare niente” são raros.

W: Se eu te pedir para imaginares a banda-sonora do dia-a-dia aqui na Wiz, o que é que te vem à cabeça?
JT: Vou dividir por dias da semana:

2ªf – M83 “Raconte-Moi Une Histoire”
(Ainda) é tudo muito bonito.

3ªf – Tony Britten, Royal Philharmonic Orchestra & Academia de St. Martin “Champions League”
Dia de Sport Lisboa e Benfica.

4ªf – Phoenix “Lasso”
Pode trocar com a terça feira, caso o Benfica jogue à quarta.

5ªf – Savages “City’s Full”
Quando estás no ponto de que tudo te toca no nervo. Especialmente pessoas.

6ªf – Daft Punk “Crescendolls”
F*ck this shit, TGIF!

W: Aconselha aqui à malta um álbum que andes a ouvir ultimamente.
JT: Sufjan Stevens “Carrie & Lowell”

W: Vamos lá testar essa paixão musical: preferias viver um ano sem música, ou sem saber os resultados do Benfica?
JT: Pergunta extremamente difícil. Estou a suar do bigode…
Acho que preferia um ano sem saber os resultados do Benfica. Para compensar podia sempre ouvir o hino e bandas sonoras das claques…

W: Há alguma coisa que possas contar sobre ti, que vá surpreender quem estiver a ler isto?
JT: Tenho fobia a marcadores. Sabes aquele som do marcador a escrever no papel? Ughhh… (Já estou a passar mal só de escrever isto…)

W:As pessoas também te perguntam “Em que bar?” quando dizes que trabalhas no Bairro Alto, ou é só a mim?
JT: Já aconteceu! Acho que os meus amigos pensam que a minha vida é feita a beber copos no Bairro ou sentado no Largo de Camões a ver miúdas giras a passar… Obviamente, é mentira.

W: Para terminar, dou-te a hipótese de deixares um aviso a ti próprio no primeiro dia em que entraste na Wiz.
JT: Aproveita a janela da cozinha enquanto podes porque vais ficar sem ela.

W: Obrigado JT, e que a Força esteja contigo.
JT: Obrigado, pequeno Padawan.

Apresentamos-vos os futuros construtores do espaço digital turco – quiçá até internacional.

Blog2
[ Escola Vocacional e Técnica Anatoliana 10 de Dezembro de Kastamonu ]

São os alunos (e professores e tradutores) de dois cursos técnicos de Programação e Webdesign de duas escolas Turcas – e tivemos o privilégio de os receber aqui na Wiz.


[ Escola Vocacional e Técnica Sehitkamil H. Mustafa de Gaziantep ]

Foi com muito orgulho que lhes torrámos a paciência com uma visita guiada à agência…


[ Aparentemente, a atracção mais popular na Wiz é a nossa Siân a trabalhar em tempo real ]

… e lhes apresentámos os nossos projectos e a nossa forma de trabalhar.


[ Lost in Translation? ]

Desejamos-lhes as maiores felicidades e esperamos ter contribuído para um futuro brilhante com muito sucesso profissional. Fica a esperança de um dia retribuirmos a visita. Güle Güle!

20.02.15
Olá, Leandro!
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Mais um Wizard para apresentar. Venham daí conhecer o Leandro:

O Leandro

Wiz: Bem-vindo Leandro, o que te trouxe à Wiz?

Leandro: A oportunidade de voltar a trabalhar com Web e novas tecnologias (html5 e javascript). Já tinha trabalhado na área, mas não correu tão bem como esperava e acabei por mudar de ares.

 

W: Mas és coder desde pequenino? 

L: Não, a minha área de formação e paixão é a multimédia, tudo o que tenha a ver com 3D, jogos e arte conceptual mas principalmente o desenho multimédia.

 

W: E és de cá?

Sou Português, mas não nasci cá. Nasci na Suíça numa pequena terrinha mesmo na fronteira com a França, chamada Meyrin (perto de Geneve). Só vivi lá até aos 3 anos. Não tem muito movimento, mas tenho boas memórias de quando vou lá visitar a família que ainda lá vive. É sossegado e bonito.

 

W: E depois?

L: Vim para Portugal, fiz os meus estudos por cá e depois da faculdade comecei a trabalhar como coder.

 

W: E saltaste directo de lá para cá (Wiz)?

L: Não, depois aventurei-me no mundo dos freelancers que me deu a oportunidade de ir trabalhar para a Dinamarca.

 

W: Altamente! E foste trabalhar como coder?

L: Não, neste caso como artista para o desenvolvimento de um vídeo-jogo. Foi espectacular, o tempo que lá estive mudou-me por completo. Se tiver oportunidade, voltarei certamente à Dinamarca.

 

W: Calma, não vás já que gostamos de te ter connosco! E aqui na Wiz, qual é a coisa de que mais gostas? 

L: O que sinto aqui que de diferente é o facto de termos liberdade criativa. Os inputs que cada um dá para um trabalho são respeitados, as decisões nem sempre são impostas e o resultado dos projectos reflecte sempre o colectivo.

 

W: Bem… corámos! E agora uma coisa que mexa contigo e te faça confusão aqui na Wiz?

L: Hummm, não há muitas coisas que queira partilhar (risos). Houve uma altura que uma colega nossa mexia muito no cabelo e isso desconcentrava-me um pouco.

 

W: Os cabelos Pantene da Wiz agradecem. Então e ao fim do dia, quando sais porta fora, o que puxa por ti?

L: Dedico parte do meu tempo livre a melhorar as minhas vertentes artísticas. Construí a minha máquina de sonho peça a peça e agora tenho usado o meu tempo livre para me divertir com ela.

 

W: Que tipo de máquina?

L: Montei um computador onde posso fazer desenho digital como quero, tenho treinado perspectivas, cores, por aí.

 

W: Desenho digital! Tens alguma coisa que possas partilhar connosco?

L: Do que posso partilhar, tenho uma ilustração da qual gosto bastante:

Digital_art_Leandro

W: Espectáculo! E além do desenho digital?

L: Também adoro videojogos. Desde pequeno, das memórias mais antigas que tenho são as tardes a fio passadas com o meu primo na Nintendo. A minha avó chegou a esconder a consola para nós não jogarmos tanto.

 

W: E tens um jogo preferido de sempre?

L: Super Metroid e Metroid Prime. Com sorte fazem um novo nos próximos tempos.

 

W: E a Wiz… se fossemos um videojogo. Qual seríamos?

L: É fácil, Game Dev Tycoon. Geres uma empresa que desenvolve jogos e controlas todos os seus recursos. É parecido com o que fazemos cá.

 

W: Conta-nos uma coisa que nunca tenhas contado a ninguém… 

L: Hummm, difícil! Posso confessar, agora que passámos o Carnaval, que detesto mascarar-me. A última vez que me mascarei foi para um concurso em que ganhavas bilhetes para a antestreia do “Alice no Pais das Maravilhas” do Tim Burton. Investi um balúrdio num fato de Chapeleiro Louco e ganhei os bilhetes com louvor. O que é que aconteceu? Cheguei à bilheteira para levantar os convites e os bilhetes estavam à venda ao público. Desde então, máscaras, nunca mais!

 

W: Já que entrámos nos segredos, conta-nos uma coisa sobre ti que seja diferente das pessoas que te rodeiam.

L: Epá, isso não é fácil! Diria que se tivesse que identificar alguma coisa, revejo-me como uma criança. Às vezes sinto que devia ser mais adulto. Mas não sou, nem quero ser.

 

W: E super poderes, escolhe um, seja ele qual for!

L: Não sou muito fã de comics, por isso não vou dizer nada muito abonecado. Diria que se pudesse escolher qualquer coisa, seria poder escolher o número de horas que durmo, sem sofrer de cansaço.

 

W: Uma escolha bastante útil, sem dúvida. Obrigado por partilhares um bocadinho de ti e bem-vindo à Wiz.

L: Obrigado eu.

 

by angelo
26.08.14
Olá Marisa
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Apresentamos uma das mais recentes aquisições da família Wiziana. Esta menina aqui em baixo:

A Marisa Batista foi a Eleita entre as mais de 60 pessoas que alinharam na maluquice do nosso processo de recrutamento para o lugar de CopyWriter Criativo(a) – o qual foi um pouco fora e mais prático que o habitual.

Agora que a poeira assentou e que já se habituou ao ambiente e ao ritmo da casa, convidámos a Marisa a partilhar ideias, experiências e conselhos com a malta. Felizmente, ela aceitou:

 

Wiz: Como e porquê escolheste esta profissão?
Marisa: A escrita é o meu fado. Para teres noção, aos 3 anos ainda não sabia escrever e já andava de bloco e caneta para todo o lado. Quanto a esta coisa de escrever para páginas de marcas nas redes sociais, acho que foi a profissão que me escolheu.

W: Há quanto tempo trabalhas nesta área?
M: Ora, deixa-me fazer contas… crio estratégias e conteúdos para redes sociais há quatro anos e meio. Eiishh, já passou assim tanto tempo?!

W: Já tiveste outros trabalhos que não tinham nada a ver com isto?
M: Sim, já trabalhei ao balcão de uma padaria e numa loja de electrodomésticos. Aparentemente não tem nada a ver com isto, mas deu-me algumas bases de como lidar com públicos muito diferentes.

W: Porque raio é que aprendeste Norueguês?
M: Eu queria aprender Dinamarquês, mas por falta de alunos… o curso acabou por não avançar. Como queria mesmo aprender um idioma escandinavo, pedi transferência para o curso de Norueguês que começava dentro de uns dias. Resumindo: as duas línguas são muito semelhantes e este curso já me deu jeito nas minhas passagens pela Dinamarca e Suécia.

W: O que é que fizeste antes de vir para aqui?
M: Já fui jornalista e crítica de cinema. Antes de chegar à Wiz, estava há quase 3 anos nos bastidores de 4 canais de televisão (não posso dizer quais) – a tratar de toda a sua estratégia digital.

W: Como encaraste os desafios do recrutamento?
M: Nunca tinha passado por um recrutamento assim. O único desafio que me causou alguma estranheza foi o da sex shop. Encarei os desafios como uma oportunidade para divertir-me e sair da rotina das contas que trabalhava na altura.

W: Vens de um contexto de trabalho um bocadinho diferente. O que estranhaste nos primeiros dias na Wiz?
M: Vim de um ambiente corporate, cheio de regras e com uma filosofia bastante diferente. O que mais estranhei ao chegar aqui? As pessoas falam entre si, conhecem-se e trocam ideias sobre projectos. Os Wizards são uma família digna de sitcom. Ahh, outra coisa, as janelas abrem. Sim, sei que pode parecer estranho… mas isto não acontecia no edifício onde trabalhava.

W: Achas que os Designers e Programadores têm pancadas diferentes ou parecidas com a tua?
M: Aqui dentro cada um tem a sua pancada, mas acabamos por nos completar e juntos fazer cenas muito fixes.

W: O que fazes fora do trabalho que te ajuda no trabalho?
M: Há um ano que passei a fazer exercício quase todos os dias (sim, Wizards… é por isso que saio daqui sempre apressada e de saco às costas). Pode parecer-te disparatado, mas dá-me mais energia. Para além disso, ajuda-me a aliviar o stress e a concentrar-me nos projectos que trabalho.

W: O que fazes fora do trabalho que não te ajuda no trabalho?
M: Mmmm… adoro fazer construções em LEGO. Gosto especialmente daqueles Lego Creator Expert com muitas peças e cheios de detalhes. Para além de não me ajudar no trabalho, também não é bom para a minha conta bancária.

W: Qual é o conselho que dás a um futuro novo Wizard?
M: Prepara-te para sair da tua zona de conforto e voar. Aqui não há lugar para medos.

W: Como explicas a Wiz a um extraterrestre? Andam uns quantos aqui pelo Bairro…
M: Produzimos conteúdos Web 3.0 para diferentes marcas. Sim, eu sei que para vocês é old fashion… mas estamos sempre atentos às novas tendências. Já agora, o que está a dar lá para as vossas bandas?!

W: O que é que te arrelia na Wiz?
M: Por vezes há algum ruído no open space e tenho dificuldade em me concentrar, mas já resolvi o problema. Quando preciso mesmo, mesmo, do máximo de concentração… mudo-me para a salinha dos puffs.

W: O que dizes de trabalhar num sítio como o Bairro Alto?
M: A calçada é escorregadia e está aos altos e baixos. Por isso, tenho de ter muito cuidado para não escorregar. Sei que não parece, mas sou um pouco clumsy.

W: Se pudesses ter um super-poder qualquer, qual era e porquê?
M: Tendo em conta que ando sempre a correr de um lado para o outro, dava-me jeito ter um super-poder como o do Flash. Assim, ia ficar com mais tempo para fazer coisas fixes.

W: Conta-nos um “fun fact” aleatório que a malta gostasse de saber sobre ti.
M: Deixa cá ver… consigo escrever, de forma perceptível, sem estar a olhar para o papel. Foi uma das habilidades que desenvolvi enquanto jornalista.

W: Para terminar, és um bocado viciada em livros… o que andas a ler agora e o que recomendas à malta?
M: Terminei ontem de manhã o “The Killing 1”, baseado na série de televisão e cuja acção se passa em Copenhaga (uma das minhas cidades preferidas). O que estou a ler agora? “O Homem Duplicado” (José Saramago) e “Writing Habit Mastery – How to Write 2.000 Words a Day and Forever Cure Writer’s Block” (S.J. Scott). O que posso recomendar? A saga da Camilla Läckberg que devorei nos primeiros meses do ano. É uma espécie de Stieg Larsson.

Nestas últimas semanas andámos aqui a recrutar um copy. Felizmente já o encontrámos e estamos agora a fechar os pormenores da contratação.

Como podem compreender, é-me humanamente impossível dar feedback personalizado a toda a gente. É uma coisa que me chateia, por isso escrevi este texto longo e chato. Foi a forma que encontrei para tentar retribuir um pouco a todos os candidatos que levaram um não.

Então recebemos mais de 60 candidaturas neste processo de recrutamento. Um número que nos impressionou bastante, especialmente tendo em conta a forma como conduzimos o processo – com um conjunto de exercícios que “dão mais trabalho” do que simplesmente enviar um CV e um Portfolio.

Começando pelo princípio, lançámos 3 exercícios. Para quem não os apanhou, estão aqui. O processo de candidatura consistiu em resolver um, dois ou os três desafios. É importante referir que não haviam respostas certas nem erradas – e que os desafios que cada candidato escolheu para resolver foram desde logo uma grande ajuda para compreender a motivação e o empenho de cada um.

Posto isto, acredito que compreender os exercícios poderá ajudar-vos em situações semelhantes no futuro e por isso passo a explicá-los um pouco melhor.

O primeiro exercício consistiu em resumir um texto para praticamente metade do seu tamanho original. O objectivo: avaliar a capacidade de sumarizar e sintetizar, a capacidade de reter as ideias essenciais e o equilíbrio entre usar palavras e expressões novas – ou manter as originais.

O segundo exercício consistiu em resolver um briefing mais ou menos semelhante aos que encontramos no dia-a-dia. O exercício foi concebido para avaliar várias coisas diferentes: a) a capacidade de interpretar correctamente um briefing e de perceber exactamente o problema em mãos; b) a criatividade para encaixar ideias antagónicas (pais, filhos e sexo) tanto no conceito como na mecânica de funcionamento; c) a capacidade de criar um nome; d) a capacidade de explicar claramente uma ideia por escrito; e) o conhecimento do formato Facebook Ad (e/ou a vontade de investigar as limitações deste formato); f) por último, mas não menos importante, as recomendações genéricas para este hipotético cliente – revelaram um pouco da costela estratégica de cada candidato.

O terceiro exercício consistiu em criar três posts ou conteúdos “social media”, sob um mesmo tema, para três das marcas que trabalhamos actualmente. São marcas muito diferentes no seu tom e o objectivo foi avaliar tanto a versatilidade criativa como a capacidade de adequação ao tom que as marcas já praticam.

Lançado o desafio, a grande maioria das candidaturas vieram de pessoas com alguma experiência na área. Realmente impressionante foi o facto de um quarto dos candidatos que se empenharam em resolver os exercícios trabalharem e/ou terem experiência não nesta área, mas noutras completamente diferentes: Museologia, Banca, Finanças, Gestão e Administração, Recursos Humanos, Fisioterapia e Massagem, Jornalismo, Rádio, Guionismo, Realização, Encenação, Interpretação Artística, Música e até Comédia.

No meio disto tudo, para todos os candidatos que ouviram um não – mas especialmente para vocês, pessoas que (ainda) desconhecem a vida numa agência – gostaria de deixar uma mensagem de incentivo.

Sejam duros e nunca desistam.
Pelo que se vê nos case studies e blogs das agências, é fácil imaginar que esta é uma profissão encantadora: que temos a informação e o tempo que são precisos para pensar nos problemas, para ter algumas ideias assim-assim e para chegar a uma grande revelação “shã-nããã” que toda a gente (incluindo o cliente) compreende, concorda, aceita e compra.

Era bom que assim fosse e sim, até há algum glamour no meio disto tudo. No fundo usamos mais t-shirts, ténis e óculos de massa do que a maioria, trabalhamos num ambiente menos formal e com pessoas mais coloridas – e às vezes até aliviamos algum do nosso stress de formas menos convencionais.

Mas a realidade é que a vida nesta área é difícil e fazer isto todos os dias é mais duro do que parece.

Diária e consistentemente temos de criar e apresentar muitas, muitas ideias. Até aqui tudo bem. Só que a maior parte dos “nossos bebés” acaba literalmente no lixo sem dó nem piedade – e uma boa parte das ideias que sobrevivem acabam mutiladas ou deformadas no processo. Um criativo de profissão tem de dominar, antes de tudo o resto, a rejeição e a frustração. Tem de canalizar essa energia para fazer melhor da próxima vez – e viver com (alguma) sanidade mental até ao próximo dia. Tem de ser duro e nunca desistir.

Isto porque para muitos, muitos dias de suor e lágrimas há, de quando em vez, um dia bom. O dia em que o teu melhor trabalho sai para a rua (mais ou menos) ileso. O dia em que “a internet” reage como previste ou ainda melhor, com mais emoção. O dia em que o teu director, o teu cliente, o teu público, a tua concorrência e até a tua avó te dão os parabéns, porque fizeste qualquer coisa que tocou as pessoas, que as fez pensar, que ajudou a resolver um problema ou a vender um produto que vale a pena. Nesse dia, este é o melhor trabalho do mundo.

A imaginação treina-se, a criatividade aprende-se e a escrita pratica-se.
A dureza não. A dureza tem que nascer com vocês.
Por isso sejam duros e nunca desistam.
Os dias bons não tardarão em chegar.

Obrigado a todos por alinharem nesta maluquice.

Wizards animados com os 5 troféus que conquistámos ontem dos Prémios Design e Prémios Criatividade da Meios & Publicidade.

tanta gente bonita

Projecto 2 Faces
Prémio Design > Categoria Responsabilidade Social
Design > Categoria Site > Menção Honrosa

Freedom Dictionary
Prémio Design > Categoria Responsabilidade Social
Design > Categoria Site > Menção Honrosa
Prémio Criatividade > Categoria Responsabilidade Social > Prata

Bom trabalho, malta.