Esta ideia foi criada há 2 anos.
Fazia parte de um plano que engendrámos para um concurso.

Acontece que a Wiz é composta de gente com muitos talentos diferentes.
Por isso, algures no meio do caos que é preparar tudo para um concurso, aconteceu algo difícilmente imaginável
numa agência (quase) 100% digital: desenhámos propostas à mão.

Graças a esse singelo facto, não só apresentámos maquetes com um ar mais fofinho, como ainda nos inspirámos
para criar a ideia que se segue.

Por algum motivo o vaso está aborrecido...

Ilustração: Susana Carvalho

O briefing é promover a nova colecção de uma notória marca de mobiliário e decoração – e os preços são altamente baixos.
Como “estamos” na internet, um meio interactivo, o que queremos é envolver o público na descoberta dos novos artigos e claro,
dos preços.

A proposta da Wiz é um jogo. Nome de código: iSketcher.
O objectivo é desenhar e adivinhar o que os outros jogadores desenham, como no Pictionary.
A diferença é que queremos pôr as pessoas a desenhar coisas para a casa: mesas, cadeiras, candeeiros, almofadas e por aí adiante.

Em cada turno, 1 artigo da marca – com o respectivo preço – é apresentado ao “Desenhador” para que ele o desenhe com ferramentas de traço muito simples, num tempo limite.

Enquanto isso, até 4 outros jogadores têm a hipótese de tentar adivinhar qual é o artigo.
Para isso, são-lhes apresentadas 6 opções – todas com os preços – e basta clicar no artigo que consideram mais parecido
com o desenho que estão a ver.

Cada um desenha uma vez. Os “adivinhadores” mais rápidos ganham mais pontos, os melhores “desenhadores” também.
Ao final de 5 turnos ganha o jogador com mais pontos.
Há scores, achievements e todas essas coisas que ajudam a fazer crescer um jogo.

Agora a parte importante: todos os artigos apresentados têm um botão muito especial.
Serve para o jogador guardar os que lhe despertarem o interesse na sua área de favoritos.
Assim que o acabar, poderá ver estes artigos em todo o seu esplendor – mais uma vez com os preços.

Propomos lançar o jogo com a nova colecção da marca num microsite.
Propomos criar padrões de decoração para as lojas com os desenhos que as pessoas fizerem dos produtos.
Propomos, se a coisa fizer sucesso, evoluir o jogo para iPhone e Android.
E se continuar a fazer sucesso, propomos continuar a usar esta ferramenta de promoção para novas colecções no futuro.
É só mudar o conteúdo.

À primeira vista o iSketcher pode parecer simples demais.
As pessoas podem não reparar bem nos artigos – e não se vislumbra grande dificuldade em perceber rapidamente o que está a ser desenhado.
A piada acontece quando nos calham vários (ou todos) os artigos da mesma gama.
Aí o jogo obriga-nos a reparar nos pormenores.
Senão como é que vamos distinguir, de entre 6 cabeceiras de cama, qual é que está a ser tão mal desenhada?

 

Era um projecto pioneiro chamado E2trade.
Estava ligado à Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).
Chegou às mãos da Wiz há poucos anos – quando alterações climáticas, pegadas ecológicas e essa coisa do carbono zero começaram
a entrar em força na cabeça das pessoas.

A ideia do projecto é ajudar empresas e organizações a optimizarem recursos e assim pouparem dinheiro – mais o bónus de poderem gabar-se da sua sustentabilidade.

Muito basicamente, os clientes que aderem ao E2Trade ganham acesso a uma plataforma online. Na plataforma registam os consumos de energia dos seus negócios – energia eléctrica, água, gás e todas as variáveis que possam ser contabilizadas.
A partir desta informação, o E2trade trabalha para optimizar processos e reduzir os consumos destas empresas.

A plataforma já está construída.
O nosso briefing é criar o site institucional para apresentar o serviço E2trade.
Dissecamos conteúdos – os objectivos, os processos, os parceiros, os casos de sucesso – e começamos a estruturar áreas de informação.

Mas sentimos que falta qualquer coisa.
Uma ideia simples, capaz de resumir a essência deste projecto complexo. Muitas dores de cabeça depois, lá encontrámos a resposta. Era tão lógica e estava tão à nossa frente que quase não a víamos.

Apaga lá essa luz...

Ilustração: Virgílio Peres

 

Analisar, contabilizar e reduzir o consumo de recursos.
Esta é a essência do E2trade. Além de apresentar os conteúdos institucionais necessários, queremos recriar esta ideia.
Assim nasce a proposta de um site que poupa recursos essenciais de 5 formas diferentes.

1 – É um site que poupa Energia
Porque é desenhado com fundo preto em vez de branco – e assim consome menos 15 watts de energia para ser visualizado.
Fonte desta informação.

2 – É um site que poupa ainda mais Energia
Porque é assumidamente criado com gráficos vectoriais e poucas ou nenhumas imagens – que “pesam” mais quilobytes.
Quando descobrimos que é preciso meio quilo de carvão para criar, alojar e mover cerca de 20 megabytes de dados é que percebemos a importância disto. Fonte desta informação.

3 – É um site que poupa Tempo
Porque apresenta rapidamente o conceito e ideias principais do E2Trade num vídeo muito curto – e assim consome menos tempo ao visitante.

4 – É um site que Poupa o Ambiente
Porque fica alojado na Greenwebhost. Estes amigos plantam uma árvore para cada um dos seus clientes, têm escritórios com energia solar, deslocam-se de transportes públicos e são uma empresa “paper free”.

5 – É um site que poupa Cliques
Porque é construído com botões grandes e espaçados que funcionam em mouse-over. Assim é possível navegar pela maioria das áreas sem dar um único clique – e poupam-se as componentes mecânicas de todos os ratos de todos os visitantes.

Todas estas poupanças criam um complemento precioso ao conteúdo institucional do site.
São permanentemente actualizadas, contabilizadas e reveladas ao visitante numa série de contadores sempre visíveis.

Sim, nalguns dos parâmetros somos um bocado (talvez bastante) preciosistas.
Mas na realidade, até isso contribui para criar o efeito pretendido.
Afinal queremos transmitir ao público a principal característica do E2Trade: uma verdadeira obsessão pela eficiência energética
e pela optimização dos recursos.

 

O ano é 2009.

A Wiz é convidada para o concurso do Cotonete – uma plataforma portuguesa de música e rádios online.
Os Wizards ficam todos contentes porque adoram música.

O briefing pede para modernizar e simplificar o layout e dar maior ou menor destaque a alguns dos conteúdos.
Até aqui tudo bem.

O briefing também lança um desafio extra. Diferenciar o Cotonete da concorrência – a qual na altura já não era pouca.
Entre plataformas nacionais e internacionais com versão PT, pelo menos 6 sites muito semelhantes já davam música ao mercado.
Mais coisa menos coisa, todos incluíam Notícias, “Tops” Musicais, Agenda de Concertos e DJs, artigos sobre o passado e o futuro da música, novos talentos e lançamentos – e ofereciam a possibilidade de criar uma rádio pessoal e levá-la para qualquer site ou blog através de um widget.

Os conteúdos e funcionalidades estão fechados. O formato “portalóide” é obrigatório.
Então temos de nos diferenciar de uma outra forma qualquer.
Muitos neurónios mais tarde, começa a ganhar forma a ideia dos botões.

1, 2, 3, som

Ilustração: Susana Carvalho

A ideia que vai diferenciar a nossa plataforma de música começa pelo conceito de Interface.

Interface é o conjunto de meios que as pessoas usam para interagir com um sistema. Num carro são os controlos que temos à mão e ao pé: os pedais, o volante, a alavanca das velocidades e todos os outros botões e que nos permitem dar ordens ao carro.
Todos os carros têm a mesma interface e nós aprendemos o padrão.

Por outro lado, as interfaces vão herdando o significado de outras interfaces.
Assim, a experiência ensina-nos a associar um triângulo vermelho ao perigo.

 

De sistema para sistema, as interfaces vão-se copiando. É por isso que quando encontramos coisas assim, sabemos o que fazer para sair quentinho:

 

O mesmo acontece com as coisas que usamos para ouvir música. Muitos antes da internet chegar às pessoas – e da música chegar à internet – já a maioria de nós sabia interagir com sistemas de som:

A nossa proposta desenvolve-se a partir daqui.
De acordo com esta interface reformulamos a estrutura inteira do site.
Cada botão significa uma área. Cada área tem as suas subáreas e funcionalidades:

PLAY: Põe a tocar
Sub-áreas: Ouvir Rádios on-line, Podcasts e Dj Sets+ Ver Vídeos

PAUSE: Pausa para descobrir mais
Sub-áreas: Notícias Actualidade + Lançamentos + Ao Vivo + Passatempos + Tops

REWIND: Rebobinar. Ir Para trás: o passado, a História, o que eu quero voltar a ouvir
Sub-áreas: Artigos da História da Música + Ouvir Playlists Oldies + Músicas Pedidas + Arquivo DJ sets + Arquivo de Entrevistas

FORWARD: Ir para a frente: o futuro
Sub-áreas: Novos Talentos + Artigos sobre Tendências Musicais + Agenda de Concertos e DJs

REC: Gravar: criar algo novo, gravar para o computador
Sub-áreas: Criar Rádio / Criar Podcast / Downloads

Para completar a interface clássica, incluímos mais 3 botões contemporâneos que alcançaram a cultura popular por meio de um fenómeno chamado iPod:

Mais botões!

REPEAT: Repetir: o que já conheço e quero ouvir outra vez
Sub-áreas: Tops + Músicas mais ouvidas + Vídeos mais vistos + Artigos mais lidos + Artistas mais Pesquisados

SHUFFLE: Ouvir aleatoriamente
Botão de acção: mistura todos os géneros musicais numa rádio e inicia a emissão.

MENU: Ver todas as opções
Toda a Estrutura e Mapa do Site

 

A coisa bate certo e ganha toda uma nova forma quando passa para as mãos dos designers. Desde o feeling da homepage…

© Wiz 2009

… à interpretação dos menus.

© Wiz 2009

 

Durante o processo salta-nos à vista que um menu deste género – e todo o layout – “pede” para ser personalizado e skinado.

Skins para a malta

© Wiz 2009

Por isso propomos um novo formato publicitário para o nosso cliente vender aos seus anunciantes: botões personalizados.

Esta é a nossa proposta. Criar uma nova interpretação para uma velha interface. Correr o risco de colocar símbolos onde costumam haver palavras. Fazer do Cotonete uma plataforma com uma experiência de navegação única.
Tudo em nome da música porque ela bem merece.

 

Aconteceu há uma mão-cheia de anos atrás.
A Wiz foi convidada para o concurso de uma operadora móvel que queria entrar nas redes sociais, especialmente no Facebook.

O Facebook era a 2ª maior rede social em Portugal, logo a seguir ao Hi5.
Ainda era uma experiência, uma coisa nova e um sítio onde se encontravam mais vezes os amigos do que as marcas.
A coisa tinha de ser bem pensada.

Com alguma pesquisa (não foi preciso muita), comprovámos o que estava a acontecer com a concorrência que já tinha posto um pé no Facebook. Estava a sofrer o que sofrem as marcas com uma forte componente de serviço a clientes quando entram numa comunidade online pouco madura: um verdadeiro espancamento.

Basicamente, toda a minha boa gente que tinha questões pendentes – ou quaisquer outros motivos de reclamação – aproveitava
os murais das marcas para revelar ao mundo a sua insatisfação. Tanto em Portugal como lá fora. E não eram nada meiguinhos.
Com a nossa Marca não ia ser diferente. Tínhamos de ter tacto.

Então apresentámos talvez a ideia mais absurda, arrojada e arriscada que alguma vez saiu da Wiz:
um plano maquiavélico de manipulação mental cujos resultados seriam difíceis de prever.

Levas tu ou dou eu?

Ilustração: Virgílio Peres

Tudo começa com muito trabalho prévio nos bastidores. No Serviço a Clientes da nossa Marca recrutamos e formamos 20 colaboradores para participarem num projecto secreto. Nome de código: PayBack Team. Cada membro desta equipa recebe formação em Redes Sociais e cria um perfil pessoal no Facebook – para fins profissionais.

Entretanto, o Serviço a Clientes da Marca sofre um ataque. Um bando de galinhas invade os escritórios.
Obra de um cliente frustrado, pois claro. O caos é generalizado.
Naturalmente, o vídeo da “câmara de segurança” vai parar ao Youtube. O acontecimento espalha-se e gera burburinho.
Mas calma, faz tudo parte do nosso plano.

A Marca responde ao “ataque”.
Lança um microsite dedicado a todas as pessoas com vontade de fazer maldades aos colaboradores do seu Serviço a Clientes.
Neste microsite, através de pequenos jogos full vídeo, os Clientes podem exorcizar os seus demónios: disparar um canhão de tomates aos colaboradores, atingir alvos que abrem alçapões e lançam colaboradores à água, mexer muito depressa o rato para criar uma corrente eléctrica que dá pequenos choques aos colaboradores. E por aí fora.

Mais importante ainda, o microsite inclui mecanismos para os clientes da nossa Marca submeterem as suas experiências menos positivas com o nosso Serviço a Clientes. Os testemunhos submetidos no micro-site são analisados e uma série de clientes são Convidados a participar num evento… o PayBack Day.

Chega o Grande dia do PayBack Day, o clímax do nosso plano.
À entrada deste evento, os Clientes convidados são surpreendidos com o último grito dos gadgets: um telemóvel 3G, oferta da Marca, carregado e pronto a partilhar as experiências do dia.

O evento é festa e uma aventura, uma mistura de Jogos sem Fronteiras e Wipeout.
Os Convidados e a PayBack Team são apresentados e misturados em equipas. Passam um dia em cheio numa série de jogos e dinâmicas de grupo.

Vingança! Mas só a brincar...

No meio disto tudo contamos que venha à tona uma coisa típica da Natureza Humana, a Empatia. É a tendência que temos para “colocar-nos no lugar do outro” quando o conhecemos um bocadinho melhor.

Esta é a nossa grande aposta: criar empatia entre os Clientes e o Serviço a Clientes. Dizem que é uma das formas mais eficazes de reduzir o ímpeto nas reclamações inflamadas de clientes para empresas.

Fruto da Empatia, neste dia de loucura, talvez os nossos Clientes partilhem fotos e vídeos com o seu telemóvel 3G novinho em folha – e assim contribuam para criar conteúdos positivos para a Marca.

Talvez estes Clientes – que são os mais propensos a inflamar as redes sociais – realizem que o Serviço a Clientes é feito por pessoas de carne e osso – como eles próprios. Criar esta percepção é um gatilho psicológico extremamente eficaz para reduzir tensões.

Talvez os Clientes adicionem um ou outro membro da PayBack Team à sua lista de amigos – e a partir daqui lhe peçam apoio personalizado sempre que precisarem. Talvez a coisa continue a crescer por aqui. Se cada um dos 20 membros da PayBack Team prestar Apoio Personalizado a 100 destes novos Clientes-Amigos, são menos 2.000 pessoas interessadas em despejar frustrações nas redes sociais da Marca.

Talvez quem sabe, algumas destas 2.000 pessoas até nos ajudem no que mais precisamos: defender a Marca do espancamento que nos aguarda.

Talvez sim ou talvez não – porque esta coisa da comunicação, especialmente nas redes sociais, ainda hoje está muito longe de ser uma ciência. Mas uma coisa é certa, todos precisamos de amigos quando nos espera um espancamento.

 

Corre o ano de 2008.
Portugal vê uma luz ao fundo do túnel.
É a luz do comboio de alta velocidade – o TGV – que está quase aí a chegar.

Então a Wiz recebe o convite para apresentar a sua visão de um site para o nosso próprio TGV português.
O objectivo é mostrar ao público as vantagens deste novo meio de transporte, ainda antes dele ser uma realidade:
viajar a 350 km/h, Lisboa-Porto em 1h15, Lisboa-Madrid em 2h45, áreas de trabalho e entretenimento, internet wireless,
cafetaria, catering – mais uma catrefada de benefícios ecológicos, económicos, demográficos e sociológicos para o País.

O relato que se segue é uma descrição breve e concentrada do site proposto pela Wiz.

Ilustração: Susana Carvalho

Chegamos ao site e vemos o TGV pronto a partir. O sistema detecta que Lisboa é a estação mais próxima de nós.
Pergunta: Porto ou Madrid – para onde queremos seguir? Escolhemos Madrid.

Entramos no TGV e começa a viagem. Uma consola mostra-nos o percurso, a (curta) duração da viagem e a nossa velocidade:
a crescer até aos 350 Km/hora.

Somos convidados a explorar o comboio por dentro: da ergonomia dos assentos ao belo do bar, tudo numa visita virtual “full vídeo”. Em todos os momentos temos um livro de bordo interactivo mesmo aqui à mão. Um livro, sim, porque os tablets ainda não foram inventados.

O livro de bordo apresenta-nos os benefícios ecológicos, económicos, demográficos e sociológicos deste cilindro que nos transporta. Tanto em versão light para consumo imediato (recheada de tópicos e infografias) como numa versão alargada para download.

Agora começa a parte gira.
Porque o tempo voa online, esta viagem de 2h45 passou em pouco mais de 2 minutos. Surge o aviso na consola: chegámos a Madrid. Somos convidados a espreitar pela janela.

Fotos de Madrid presentes no Flickr em 2008

De onde vêm estas fotografias?
De uma (outra) plataforma on-line onde milhões de pessoas partilham as suas fotografias com o mundo: o Flickr.
Por meio de uma ligação à API do Flickr, podemos ver fotos de cada uma principais cidades do percurso, sem sair do TGV.

Da mesma forma, feeds de outras plataformas mostram-nos outras coisas: eventos culturais em Madrid, locais turísticos em Madrid, hotéis em Madrid, ofertas de emprego em Madrid, quem sabe até casas para arrendar em Madrid. Em Madrid e nas outras capitais europeias, por aí fora, até ao limite da imaginação e dos feeds de informação.

Um mundo de informação real e actualizada, ao encontro dos interesses do turista, do homem de negócios e do potencial emigrante. Esta é a nossa proposta para o site do TGV.

E o site pergunta: para onde queremos seguir?

 

You’ve made it. And also Unit9, Google Chrome Team and Disney Interactive Media Group.

Find Your Way To Oz‘ is a new Chrome experiment inspired by the upcoming feature film ‘Oz The Great and Powerful’. Developed by UNIT9 the 3D environment is built entirely on WebGL and CSS3. Find you own journey…

Making off: http://www.html5rocks.com/en/tutorials/casestudies/oz/

Over a year has passed since the beginning of protests in Middle East and North Africa, and severe human rights abuse still endures.

There is no respect for freedom of expression. Protesters are being censored by their governments. Internet access is being blocked in these countries.

And without words, there can be no freedom.

Freedom Dictionary aims to give protesters a voice, using your help. Just choose a word, set it free and share it using social media networks. We will print 11 copies of the dictionary and send them to 11 countries where revolutions are still taking place.

SET YOUR WORD FREE @ freedomdictionary.org

freedom dictionaryA Wiz Interactive / Torke Project for Amnesty International Portugal

 

22.12.11
Retro-fofinho
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Começou há uns três, quatro anos, quando o Nuno Markl escreveu um artigo sobre o Verão Azul (dizia ele, entre outras coisas, que quem não sabia assobiar a música do Verão Azul merecia morrer). O artigo  foi partilhado por email, ainda na altura (horrível!) das chain-letters. Hoje em dia o nosso email agradece ao Facebook. E de repente não havia jantar em que uma pessoa dissesse “tom sawyer” e ficasse tudo horas a falar sobre as séries, os desenhos animados, os jogos, etc. E quando alguém replicava que não conhecia o Agora Escolha, leva com um ar de desprezo. Pobres Almas pensamos nós.

É uma tendência que tem andado a cristalizar, normalmente com a chegada aos 30 anos. Na comunicação vemos isso, as marcas perceberam. Um dos coleccionáveis que estive meeeeeeeeeeesmo para fazer (e não fiz já não sei porquê) foi de uma revista qualquer que oferecia jogos de tabuleiro e peões e mikados e coisas da nossa infância.

Chamo-lhe “retro-fofinho”. E já entra em muitos briefings. E  como partilhar é o que está a dar, e estes fenómenos começam quase sempre, 99% das vezes, via pessoas, aqui está um destes fenómenos que tem tido bastante visibilidade. Chama-se “Back to the future” e basta ver para perceber. Eu já sei o que vou fazer para oferecer à minha mãe nos anos dela. Finalmente uma serventia para aquelas fotos dos anos 80.