A famosa e barriguda garrafa de Mateus Rosé sofreu este ano uma mudança significativa. O Cantil (que é nome oficial desta garrafa porque o seu formato foi realmente inspirado num cantil de guerra) deixou de ser verde e passou a ser transparente.

Onde está o cantil?

Enquanto agência oficial das comunicações online de Mateus Rosé, a Wiz foi encarregue de anunciar este facto – e de expor os consumidores actuais e potenciais a esta nova (ausência de) cor.

Ao pensar sobre o assunto constatámos que quanto mais vazia uma garrafa transparente vai ficando, mais difícil é de encontrar. Deste insight nasceu a ideia para um jogo:

Um jogo adequadamente denominado.

Ao melhor estilo de um “Onde está o Wally?” a ideia é, ao longo de 30 níveis, ir encontrando o cantil de Mateus Rosé. Quer seja na mão de um qualquer transeunte…

Spoiler: alguém de cor-de-rosa...

Ou algures no deserto.

Spoiler: não está dentro da bossa...

O objectivo: ultrapassar cada um dos 30 níveis, cada vez mais difíceis,  dentro dos limites de tempo e de vidas.

A recompensa: prémios tão aliciantes como um ano inteiro de Mateus Rosé. Pelo caminho ainda há Easter Eggs, objectos que contam pormenores fascinantes da história de Mateus Rosé e que ao serem encontrados, também oferecem prémios.

Quem tem unhas bebe Mateus...

Até 21 de Novembro o jogo está a valer prémios. Joguem no computador, smartphone ou tablet e sigam também o nosso trabalho para Mateus Rosé no Facebook.

 

Se há coisa pela qual somos loucos aqui na Wiz é por música. Por isso desde há 3 anos abraçamos com especial entusiasmo o projecto da plataforma online do Concurso EDP LIVE BANDS. A iniciativa divulga e promove bandas amadoras – e premeia a grande banda vencedora com uma actuação no Festival NOS ALIVE, no Festival Bilbao BBK Live – e ainda a edição de um disco pela Sony Music.

Live!

A Homepage: este ano a iniciativa acontece também no Brasil

Depois de dois anos em Portugal, em 2016 o EDP Live Bands arrancou com a primeira 1ª edição no Brasil em simultâneo com a 3ª edição portuguesa – e a cada ano que passa os números são cada vez mais surpreendentes:

  • de 300 para mais de 1.100 bandas inscritas
  • de 20.000 para mais de 80.000 votos de pessoas únicas
  • de 100.000 para mais de 550.000 visitas ao site (durante o período de um mês)

O que conta é mesmo a música e por isso as regras são bastante simples:

  1. As bandas inscrevem-se com as suas informações e vídeos;
  2. O público e um Júri especializado votam nas bandas para eleger finalistas;
  3. As bandas finalistas actuam num concerto onde é eleita a grande vencedora;
  4. A grande banda vencedora actua nos tais festivais e edita um disco e ganha fama e fortuna e vive feliz para sempre a fazer aquilo que mais gosta na vida (poderá haver algum exagero neste tópico);

Mesmo com regras simples o nosso desafio é exigente e, ao longo das três edições dos últimos três anos, temos trabalhado continuamente em diversas frentes para proporcionar uma experiência cada vez melhor às bandas, ao júri e ao público votante. Mais concretamente, temos trabalhado:

  • No desenvolvimento do Backstage (a área privada das bandas) – que lhes permite por exemplo gerar os seus próprios cartazes (.pdf) e imagens para posts e perfis de social media, no fundo “materiais promocionais” para angariação de votos;
  • No aperfeiçoamento de um Backoffice fluído e funcional – para a organização do evento aprovar ou rejeitar bandas e controlar os votos;
  • Na garantia da qualidade e idoneidade do concurso – reforçando a rapidez de resposta do site, a capacidade de suportar picos de tráfego e a robustez do backend para “aguentar” todas as (muitas) tentativas de hacking;
  • Na visibilidade da iniciativa – com trabalho de desenvolvimento de conteúdos, Search Engine Optimization e funcionalidades de partilha nas redes sociais;
Live!

As bandas finalistas em concerto

A expansão do Concurso EDP Live Bands para o Brasil subiu muito a parada (em bom brasileiro) e o desafio tem sido tão árduo quanto recompensador. É bom ver (e sobretudo ouvir) a qualidade das bandas participantes e pensar que, algures ali atrás nos bastidores, há uma pequena mãozinha da Wiz que também tem ajudado a dar um empurrão aos artistas que mais merecem.

Visitem o site EDP Live Bands.

Há alguns anos que B!monada é um dos clientes cá da casa. Trabalhamos as redes sociais da marca desde a altura em que só havia B! Ice Drinks. Foi com orgulho que acompanhámos o seu crescimento, desde o lançamento de novos sabores à criação de uma nova gama de produtos.

Wiz_blog_B!monada

Foi para este cliente que criámos o projecto que vou apresentar mais abaixo. Mas primeiro, imagina o seguinte cenário:

Estás num autocarro lotado de gente, recebes uma chamada e precisas mesmo de dizer uma coisa mega importante mas que não queres que toda a gente saiba. 

O que fazes?

1 – Pões a mão à frente da boca, baixas o tom de voz e dizes o que tens a dizer – como se fosses o elemento mais secreto do MI6? 

2 – Sais na próxima paragem, apesar de estares a quilómetros do destino, só para falares à vontade? 

Já assisti a cenas destas, eu própria posso já ter protagonizado uma ou outra (não revelo qual). E sei que não é justo, sobretudo depois de um dia de trabalho ou de aulas na faculdade – em que já nem te lembras do teu nome e queres mas é sopas e descanso.

Vá, fica tranquilo… nós temos a solução. Para além de ser grátis, não precisas de queimar as pestanas para falar como um mestre.

No final do ano passado fomos desafiados a criar um idioma exclusivo para a marca B!monada. Ora tendo esta marca uma comunicação irreverente, o resultado final tinha de ser no mínimo diferente.

Adivinhava-se um processo difícil (e foi). Não nos podemos esquecer que uma língua é um organismo vivo, tem uma série de vicissitudes e singularidades – chegando a demorar décadas (ou até mesmo séculos) a construir.

Após debruçar-me sobre guias de idiomas menos usuais e fazer uma série de testes e combinações… nasceu o B!monês – o idioma oficial dos fanáticos de B!monada.

Através do site e da App “B!monês de Bolso” (desenvolvida pela Carbon Bold para Android e iOS) podem traduzir e converter qualquer mensagem entre Português e B!monês. Wiz_blog_B!mones

Vá, vão lá experimentar. E se o fizerem através da App, ainda podem tentar a vossa sorte no passatempo desta semana.

Aqui na WIZ todos os dias ajudamos alguém a ajudar o Planeta Terra. A tarefa pode parecer uma coisa do outro mundo, mas é bem mais simples do que possam imaginar.

A resposta está neste vídeo em que as minhas palavras e os desenhos da Diana, ganharam vida graças à voz da Inês Carvalho, à sonorização do João Tiago e à animação do João Lagido (Sponge).

A Missão POWER UP é um projecto educativo da Galp Energia. Tem como objectivo desafiar as escolas do 2.º e 3.º Ciclo a tornarem-se mais eficientes a nível energético. Como? Envolvendo toda a comunidade escolar através de acções feitas na escola.

Esta não é a estreia dos Wizards nos projectos educativos da Galp Energia. Para além de trabalharmos a Missão POWER UP desde o primeiro dia, e termos desenvolvido a identidade deste projecto (naming e logotipo), também temos espalhado a nossa magia pela Missão UP e o Galpshare.

Por falar em Missão UP, sabiam que foi esta a origem da Missão POWER UP? Pois é, este projecto destinado aos alunos do 1.º Ciclo teve tanto sucesso que a Galp Energia decidiu alargá-lo ao 2.º e 3.º Ciclo.

Tudo isto para vos dizer que, depois da edição zero no ano-lectivo passado, a Missão POWER UP está de regresso e traz novidades. Querem saber quais?

1. Refizemos algumas áreas do site para facilitar ainda mais a experiência do utilizador.

wiz_missaopUP

2. O Leandro transpôs para Apps Mobile (Android/iOS) os jogos que já tinha criado para a Missão POWER UP, a partir dos conceitos do Gil d’Orey.

Wiz_blog_apps

3. E ainda programou um jogo novinho em folha para a malta se divertir: o POWER MONSTERS.Wiz_blog_monster

Mas não ficamos por aqui: como ajudar o Planeta deve ser um dever de todos, este ano vocês também vão poder jogar e doar parte da vossa pontuação a uma Escola à vossa escolha. Neste momento ainda não é possível doar parte da pontuação, por isso eu aviso-os assim que a função estiver disponível. Combinado?

Vá, de que estão à espera? Venham daí conhecer este projecto e também o nosso trabalho no Facebook Missão POWER UP.

Há projectos e projectos. Desafios mais interessantes que outros, vá. Provavelmente se dissermos que andámos umas semanas a pensar em lixo, resíduos e desperdício…prevê-se pouco entusiasmo. Percebemos porquê, e discordamos categoricamente. Até porque o desafio passava exactamente por aí: um vídeo que reciclasse este paradigma, digamos.

“Queremos mostrar os resíduos como um recurso fulcral para um desenvolvimento sustentável”. Pode não ter sido exactamente com estas palavras que a ISWA (International Solid Waste Association) abordou os Wizards, mas foi certamente com essa intenção. Mudar a percepção de “lixo” e revelar a fonte inesgotável de recursos que este sector pode criar. Acima de tudo, falar de um futuro melhor se todos seguirmos este caminho.

E claro, fazer tudo isso no ISWA World Congress’15, que se realizou – em Antuérpia, Bélgica – em Setembro deste ano, e reuniu toda a malta importante que manda no sector. Coisa pouca, portanto.

A responsabilidade era grande, o desafio entusiasmante, e a mensagem teria de transmitir esse mesmo positivismo. O título do vídeo deixa clara a oportunidade que o sector da gestão de resíduos não podia desperdiçar, e que a Wiz queria ajudar a tornar real. Ou não fosse este copywriter, um antigo aspirante a engenheiro do ambiente (é, aparentemente a vida também se quis reutilizar).

Assumindo isto de uma perspectiva mais épica: a ISWA revelava a chance de termos uma espécie de toque de Midas. Transformar os resíduos, que outrora eram visto como um problema ambiental, num recurso importante: “The Golden Resource”.

O projecto alerta para os conceitos complexos e importantes da ISWA. Falamos de “cascade utilization”, “circular economy”, “closing the loops” e coisas que tais. Confuso/a? É ver o vídeo.

The Golden Resource aliou o design e animação da Sponge e a sonorização de João Tiago, à loucação de Pedro “Chaichop” Santos de um guião elaborado por este que vos escreve. Afinal aqui na Wiz, também ajudamos a melhorar o mundo.

Wizards animados com os 5 troféus que conquistámos ontem dos Prémios Design e Prémios Criatividade da Meios & Publicidade.

tanta gente bonita

Projecto 2 Faces
Prémio Design > Categoria Responsabilidade Social
Design > Categoria Site > Menção Honrosa

Freedom Dictionary
Prémio Design > Categoria Responsabilidade Social
Design > Categoria Site > Menção Honrosa
Prémio Criatividade > Categoria Responsabilidade Social > Prata

Bom trabalho, malta.

Era um projecto pioneiro chamado E2trade.
Estava ligado à Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).
Chegou às mãos da Wiz há poucos anos – quando alterações climáticas, pegadas ecológicas e essa coisa do carbono zero começaram
a entrar em força na cabeça das pessoas.

A ideia do projecto é ajudar empresas e organizações a optimizarem recursos e assim pouparem dinheiro – mais o bónus de poderem gabar-se da sua sustentabilidade.

Muito basicamente, os clientes que aderem ao E2Trade ganham acesso a uma plataforma online. Na plataforma registam os consumos de energia dos seus negócios – energia eléctrica, água, gás e todas as variáveis que possam ser contabilizadas.
A partir desta informação, o E2trade trabalha para optimizar processos e reduzir os consumos destas empresas.

A plataforma já está construída.
O nosso briefing é criar o site institucional para apresentar o serviço E2trade.
Dissecamos conteúdos – os objectivos, os processos, os parceiros, os casos de sucesso – e começamos a estruturar áreas de informação.

Mas sentimos que falta qualquer coisa.
Uma ideia simples, capaz de resumir a essência deste projecto complexo. Muitas dores de cabeça depois, lá encontrámos a resposta. Era tão lógica e estava tão à nossa frente que quase não a víamos.

Apaga lá essa luz...

Ilustração: Virgílio Peres

 

Analisar, contabilizar e reduzir o consumo de recursos.
Esta é a essência do E2trade. Além de apresentar os conteúdos institucionais necessários, queremos recriar esta ideia.
Assim nasce a proposta de um site que poupa recursos essenciais de 5 formas diferentes.

1 – É um site que poupa Energia
Porque é desenhado com fundo preto em vez de branco – e assim consome menos 15 watts de energia para ser visualizado.
Fonte desta informação.

2 – É um site que poupa ainda mais Energia
Porque é assumidamente criado com gráficos vectoriais e poucas ou nenhumas imagens – que “pesam” mais quilobytes.
Quando descobrimos que é preciso meio quilo de carvão para criar, alojar e mover cerca de 20 megabytes de dados é que percebemos a importância disto. Fonte desta informação.

3 – É um site que poupa Tempo
Porque apresenta rapidamente o conceito e ideias principais do E2Trade num vídeo muito curto – e assim consome menos tempo ao visitante.

4 – É um site que Poupa o Ambiente
Porque fica alojado na Greenwebhost. Estes amigos plantam uma árvore para cada um dos seus clientes, têm escritórios com energia solar, deslocam-se de transportes públicos e são uma empresa “paper free”.

5 – É um site que poupa Cliques
Porque é construído com botões grandes e espaçados que funcionam em mouse-over. Assim é possível navegar pela maioria das áreas sem dar um único clique – e poupam-se as componentes mecânicas de todos os ratos de todos os visitantes.

Todas estas poupanças criam um complemento precioso ao conteúdo institucional do site.
São permanentemente actualizadas, contabilizadas e reveladas ao visitante numa série de contadores sempre visíveis.

Sim, nalguns dos parâmetros somos um bocado (talvez bastante) preciosistas.
Mas na realidade, até isso contribui para criar o efeito pretendido.
Afinal queremos transmitir ao público a principal característica do E2Trade: uma verdadeira obsessão pela eficiência energética
e pela optimização dos recursos.

 

O ano é 2009.

A Wiz é convidada para o concurso do Cotonete – uma plataforma portuguesa de música e rádios online.
Os Wizards ficam todos contentes porque adoram música.

O briefing pede para modernizar e simplificar o layout e dar maior ou menor destaque a alguns dos conteúdos.
Até aqui tudo bem.

O briefing também lança um desafio extra. Diferenciar o Cotonete da concorrência – a qual na altura já não era pouca.
Entre plataformas nacionais e internacionais com versão PT, pelo menos 6 sites muito semelhantes já davam música ao mercado.
Mais coisa menos coisa, todos incluíam Notícias, “Tops” Musicais, Agenda de Concertos e DJs, artigos sobre o passado e o futuro da música, novos talentos e lançamentos – e ofereciam a possibilidade de criar uma rádio pessoal e levá-la para qualquer site ou blog através de um widget.

Os conteúdos e funcionalidades estão fechados. O formato “portalóide” é obrigatório.
Então temos de nos diferenciar de uma outra forma qualquer.
Muitos neurónios mais tarde, começa a ganhar forma a ideia dos botões.

1, 2, 3, som

Ilustração: Susana Carvalho

A ideia que vai diferenciar a nossa plataforma de música começa pelo conceito de Interface.

Interface é o conjunto de meios que as pessoas usam para interagir com um sistema. Num carro são os controlos que temos à mão e ao pé: os pedais, o volante, a alavanca das velocidades e todos os outros botões e que nos permitem dar ordens ao carro.
Todos os carros têm a mesma interface e nós aprendemos o padrão.

Por outro lado, as interfaces vão herdando o significado de outras interfaces.
Assim, a experiência ensina-nos a associar um triângulo vermelho ao perigo.

 

De sistema para sistema, as interfaces vão-se copiando. É por isso que quando encontramos coisas assim, sabemos o que fazer para sair quentinho:

 

O mesmo acontece com as coisas que usamos para ouvir música. Muitos antes da internet chegar às pessoas – e da música chegar à internet – já a maioria de nós sabia interagir com sistemas de som:

A nossa proposta desenvolve-se a partir daqui.
De acordo com esta interface reformulamos a estrutura inteira do site.
Cada botão significa uma área. Cada área tem as suas subáreas e funcionalidades:

PLAY: Põe a tocar
Sub-áreas: Ouvir Rádios on-line, Podcasts e Dj Sets+ Ver Vídeos

PAUSE: Pausa para descobrir mais
Sub-áreas: Notícias Actualidade + Lançamentos + Ao Vivo + Passatempos + Tops

REWIND: Rebobinar. Ir Para trás: o passado, a História, o que eu quero voltar a ouvir
Sub-áreas: Artigos da História da Música + Ouvir Playlists Oldies + Músicas Pedidas + Arquivo DJ sets + Arquivo de Entrevistas

FORWARD: Ir para a frente: o futuro
Sub-áreas: Novos Talentos + Artigos sobre Tendências Musicais + Agenda de Concertos e DJs

REC: Gravar: criar algo novo, gravar para o computador
Sub-áreas: Criar Rádio / Criar Podcast / Downloads

Para completar a interface clássica, incluímos mais 3 botões contemporâneos que alcançaram a cultura popular por meio de um fenómeno chamado iPod:

Mais botões!

REPEAT: Repetir: o que já conheço e quero ouvir outra vez
Sub-áreas: Tops + Músicas mais ouvidas + Vídeos mais vistos + Artigos mais lidos + Artistas mais Pesquisados

SHUFFLE: Ouvir aleatoriamente
Botão de acção: mistura todos os géneros musicais numa rádio e inicia a emissão.

MENU: Ver todas as opções
Toda a Estrutura e Mapa do Site

 

A coisa bate certo e ganha toda uma nova forma quando passa para as mãos dos designers. Desde o feeling da homepage…

© Wiz 2009

… à interpretação dos menus.

© Wiz 2009

 

Durante o processo salta-nos à vista que um menu deste género – e todo o layout – “pede” para ser personalizado e skinado.

Skins para a malta

© Wiz 2009

Por isso propomos um novo formato publicitário para o nosso cliente vender aos seus anunciantes: botões personalizados.

Esta é a nossa proposta. Criar uma nova interpretação para uma velha interface. Correr o risco de colocar símbolos onde costumam haver palavras. Fazer do Cotonete uma plataforma com uma experiência de navegação única.
Tudo em nome da música porque ela bem merece.

 

Aconteceu há uma mão-cheia de anos atrás.
A Wiz foi convidada para o concurso de uma operadora móvel que queria entrar nas redes sociais, especialmente no Facebook.

O Facebook era a 2ª maior rede social em Portugal, logo a seguir ao Hi5.
Ainda era uma experiência, uma coisa nova e um sítio onde se encontravam mais vezes os amigos do que as marcas.
A coisa tinha de ser bem pensada.

Com alguma pesquisa (não foi preciso muita), comprovámos o que estava a acontecer com a concorrência que já tinha posto um pé no Facebook. Estava a sofrer o que sofrem as marcas com uma forte componente de serviço a clientes quando entram numa comunidade online pouco madura: um verdadeiro espancamento.

Basicamente, toda a minha boa gente que tinha questões pendentes – ou quaisquer outros motivos de reclamação – aproveitava
os murais das marcas para revelar ao mundo a sua insatisfação. Tanto em Portugal como lá fora. E não eram nada meiguinhos.
Com a nossa Marca não ia ser diferente. Tínhamos de ter tacto.

Então apresentámos talvez a ideia mais absurda, arrojada e arriscada que alguma vez saiu da Wiz:
um plano maquiavélico de manipulação mental cujos resultados seriam difíceis de prever.

Levas tu ou dou eu?

Ilustração: Virgílio Peres

Tudo começa com muito trabalho prévio nos bastidores. No Serviço a Clientes da nossa Marca recrutamos e formamos 20 colaboradores para participarem num projecto secreto. Nome de código: PayBack Team. Cada membro desta equipa recebe formação em Redes Sociais e cria um perfil pessoal no Facebook – para fins profissionais.

Entretanto, o Serviço a Clientes da Marca sofre um ataque. Um bando de galinhas invade os escritórios.
Obra de um cliente frustrado, pois claro. O caos é generalizado.
Naturalmente, o vídeo da “câmara de segurança” vai parar ao Youtube. O acontecimento espalha-se e gera burburinho.
Mas calma, faz tudo parte do nosso plano.

A Marca responde ao “ataque”.
Lança um microsite dedicado a todas as pessoas com vontade de fazer maldades aos colaboradores do seu Serviço a Clientes.
Neste microsite, através de pequenos jogos full vídeo, os Clientes podem exorcizar os seus demónios: disparar um canhão de tomates aos colaboradores, atingir alvos que abrem alçapões e lançam colaboradores à água, mexer muito depressa o rato para criar uma corrente eléctrica que dá pequenos choques aos colaboradores. E por aí fora.

Mais importante ainda, o microsite inclui mecanismos para os clientes da nossa Marca submeterem as suas experiências menos positivas com o nosso Serviço a Clientes. Os testemunhos submetidos no micro-site são analisados e uma série de clientes são Convidados a participar num evento… o PayBack Day.

Chega o Grande dia do PayBack Day, o clímax do nosso plano.
À entrada deste evento, os Clientes convidados são surpreendidos com o último grito dos gadgets: um telemóvel 3G, oferta da Marca, carregado e pronto a partilhar as experiências do dia.

O evento é festa e uma aventura, uma mistura de Jogos sem Fronteiras e Wipeout.
Os Convidados e a PayBack Team são apresentados e misturados em equipas. Passam um dia em cheio numa série de jogos e dinâmicas de grupo.

Vingança! Mas só a brincar...

No meio disto tudo contamos que venha à tona uma coisa típica da Natureza Humana, a Empatia. É a tendência que temos para “colocar-nos no lugar do outro” quando o conhecemos um bocadinho melhor.

Esta é a nossa grande aposta: criar empatia entre os Clientes e o Serviço a Clientes. Dizem que é uma das formas mais eficazes de reduzir o ímpeto nas reclamações inflamadas de clientes para empresas.

Fruto da Empatia, neste dia de loucura, talvez os nossos Clientes partilhem fotos e vídeos com o seu telemóvel 3G novinho em folha – e assim contribuam para criar conteúdos positivos para a Marca.

Talvez estes Clientes – que são os mais propensos a inflamar as redes sociais – realizem que o Serviço a Clientes é feito por pessoas de carne e osso – como eles próprios. Criar esta percepção é um gatilho psicológico extremamente eficaz para reduzir tensões.

Talvez os Clientes adicionem um ou outro membro da PayBack Team à sua lista de amigos – e a partir daqui lhe peçam apoio personalizado sempre que precisarem. Talvez a coisa continue a crescer por aqui. Se cada um dos 20 membros da PayBack Team prestar Apoio Personalizado a 100 destes novos Clientes-Amigos, são menos 2.000 pessoas interessadas em despejar frustrações nas redes sociais da Marca.

Talvez quem sabe, algumas destas 2.000 pessoas até nos ajudem no que mais precisamos: defender a Marca do espancamento que nos aguarda.

Talvez sim ou talvez não – porque esta coisa da comunicação, especialmente nas redes sociais, ainda hoje está muito longe de ser uma ciência. Mas uma coisa é certa, todos precisamos de amigos quando nos espera um espancamento.